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Confira os principais eventos que contaram com a participação da Curatec, e aqueles que ainda estão por vir. Congressos, simpósios, seminários, encontros, exposições e feiras, entre outros, em todo o país, discutindo novidades no tratamento de feridas e demais assuntos relacionados à saúde.

Eficácia antimicrobiana de uma cobertura composta por fios de nylon recobertos 100% com prata metálica

Introdução

A  pele  é  a  primeira  linha  de  defesa  do  corpo  que  protege contra  a  invasão  de  organismos. Por  isso  é  importante  que  a sua superfície se mantenha  integra,pois qualquer rompimento nesta integridade é potencialmente perigoso e capaz de colocar a vida em risco. Esta interrupção da continuidade de um tecido corpóreo em maior ou menor extensão, representa a ferida, que estando infectada é de suma importância a escolha terapêutica adequada para que se possa otimizar o tratamento da lesão até a  cura.  Nesse  sentido  as  coberturas  contendo  prata  são  uma tecnologia  disponibilizada  no  mercado  para  o  tratamento  de lesões com presença de infecção.

Objetivo

Reconhecer  a  eficácia  antimicrobiana  de  uma  cobertura  composta  por  fios  de  nylon  recobertos  por  100%  com  prata metálica  em  feridas,  independente  da  etiologia,  em  pacientes adultos.

Metodologia

Foi  desenvolvido  um  formulário  de  avaliação,  observando  a redução dos  sinais  clínicos de  infecção  como o  exsudato, odor, hiperemia;  além  de  um  acompanhamento  fotográfico  para  o acompanhamento  da  evolução  destas  feridas. O  estudo  de  caso foi  realizado  com  2  pacientes  com  a  ferida  infectada  e  o resultado aponta a eficácia da ação antimicrobiana.

Resultados

A  cobertura  contribuiu  também,  para  o  alívio  da  dor,  nesses pacientes  que  foram  acompanhados.  Além  disso,  obteve  uma melhor  respirabilidade e permitindo a passagem do exsudato. A infecção  foi sanada  somente com a utilização da cobertura,  sem associação  de  antibiocoterapia.  Observou-se  nas  imagens fotografadas que no período de 7 dias reduziu o exsudato, o odor, a hiperemia e o deslocamento de bordas.

Caso 1- Paciente Renal, 67 anos (11/07/11 à 22/07/11)

 

        

        

 

Caso 2- Paciente Queimado, 19 anos (04/08/11  à 28/09/11)

         

         

 

Considerações Finais

Essa pesquisa  teve uma  contribuição bastante  significativa  em função  do  resultado  que  teve  para  esses  pacientes,  pois puderam  observar  uma  rápida  evolução  da  ferida,  bem  como um menor tempo de exposição do paciente no ambiente clínico, reduzindo assim possíveis danos a sua saúde, e aumentando as chances de sucesso e propagação deste tipo de cobertura, para o tratamento  de  feridas  infectadas  sem  o  uso  de  antibiótico,  e obtendo a mesma eficácia.

 

Referências

Abla LEF, Ishizuka MMA. Fisiopatologia das feridas. In: Ferreira LM, editor. Manual da cirurgia plástica. São Paulo: Atheneu; 1995. p.5-11. 

Brunner LS, Suddarth DS. Tratado de enfermagem médico cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;2009. v.3. 

Dealy C. Cuidando de feridas: um guia para enfermeiras. São Paulo: Atheneu;1996. p.1-21.

LMFarma Ind e Com. Ltda.Guia de tratamento de feridas [periódico na internet]São Paulo: 2011. Disponível em: http://www.curatec.com.br/sobreferidas/selecao-de-curativos. Acesso em 11 de agosto de 2011.

Dica de Saúde | A nutrição no tratamento de pacientes com feridas

Quando traçamos a conduta para o tratamento de um paciente com feridas, é importante adotarmos uma abordagem holística, pois existem diversos fatores que interferem no processo de cicatrização e todos devem ser contemplados, avaliados e minimizados, objetivando a cicatrização da ferida.

A nutrição e hidratação são elementos essenciais tanto na prevenção, quanto no tratamento e cicatrização de feridas crônicas, principalmente nas úlceras por pressão (UPP), fornecendo ao organismo uma série de nutrientes básicos para que ocorra o processo de cicatrização.

Uma dieta adequada e equilibrada fornece nutrientes necessários que o individuo necessita para realizar suas atividades de vida diária, melhorar sua capacidade de resistência a infecções e favorecer a resistência da pele a agentes externos, tais como pressão e fricção.

Um estado nutricional deficiente, associado à perda de peso, diminuição de proteínas circulantes, torna a pele mais frágil e mais suscetível a ruptura, resultando no aparecimento de feridas.

A desidratação pode resultar em problemas com a hidratação da pele e, portanto, alterar sua capacidade de resistência a diferentes tipos de forcas mecânicas; a diminuição do volume sanguíneo circulante prejudica a circulação periférica, o aporte de oxigênio e a nutrição dos tecidos.

Segundo a literatura, uma alta porcentagem (acima de 25%) dos pacientes apresentam desnutrição em sua admissão hospitalar.

A dieta de um paciente com ou em risco de desenvolver UPP deve conter a quantidade adequada de macro e micronutrientes de acordo com as necessidades especificas de seu estado de saúde e da extensão de suas lesões. A dieta deve ser balanceada, onde se inclua nutrientes necessários para evitar o aparecimento de UPP ou também alcançar a cicatrização das já existentes.

Para paciente em fase final de cicatrização, existem micronutrientes como a arginina, algumas vitaminas e oligoelementos ideais para uso disponíveis como   suplementos nutricionais que podem ser acrescentados a dieta diária.

Na literatura há uma grande quantidade de trabalhos que enfatizam a importância de vários outros micronutrientes que contribuem no processo de cicatrização.

A avaliação do estado nutricional deveria ser realizada na admissão do paciente em uma instituição de saúde ou programa domiciliar e reavaliada periodicamente por profissional qualificado, objetivando adaptar os cuidados às possíveis alterações que possam surgir no decorrer do tratamento.

 

Extraído de: Agreda, J.J.S.; Bou, J.E.T.I. Atenção Integral nos cuidados das feridas crônicas. Petrópolis, RJ: EPUB Editora, 2012.

Tratamento de úlcera venosa com cobertura com prata metálica e bota de unna

Introdução
Úlcera de perna é a síndrome onde há perda circunscrita ou irregular da derme ou epiderme, podendo atingir o tecido subcutâneo e os subjacentes. Acomete as extremidades dos membros inferiores e sua causa está comumente relacionada a problemas no sistema vascular arterial ou venoso (1). A úlcera venosa (UV) representa cerca de 70% a 90% dos casos de úlceras de perna e apresenta como principal causa a insuficiência venosa crônica (IVC) (2). Frente ao desafio de tratar úlceras venosas, surgiu a proposta de se verificar a evolução cicatricial das mesmas tratadas com cobertura composta por fios de nylon recobertos por 100% de  prata metálica associada à bota de unna.

Material e Método
Caso clínico de úlceras venosas tratadas em clínica particular localizada na cidade de Belo Horizonte. Os dados evolutivos foram obtidos por meio de registros escritos no prontuário e avaliação fotográfica periódica da ferida. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa de um hospital situado em Minas Gerais sob o número 377/11 e consentimento livre e esclarecido.

Resultados
A.M.M.L , 71 anos, feminino, aposentada, HAS, IVC, admitida com UV na região maleolar interna e externa do membro inferior esquerdo há dois anos. Feridas apresentavam sinais de infecção, moderada quantidade de exsudato e esfacelo, odor fétido, área da ferida maleolar interna de 4 cm² e externa 1,5 cm². Realizado limpeza com soro fisiológico e colocado cobertura composta por fios de nylon recobertos por 100% de  prata metálica e bota de unna, trocas semanais.

Discussão
Os principais métodos destinados à cicatrização da UV são a terapia compressiva, tratamento local, medicamentos sistêmicos e tratamento cirúrgico da anormalidade venosa. É importante tratar as complicações das úlceras crônicas como infecções, osteomielites, dermatite de contato e transformação neoplásica(3). Com a intenção de prevenir ou controlar o processo infeccioso, existem no mercado hoje, coberturas que contém prata em sua constituição, que se destinam ao controle antimicrobiano e são indicadas para o tratamento das UV.

Conclusão
Os produtos mostraram-se eficientes, cobertura composta por fios de nylon recobertos por 100% de prata metálica controlou os sinais de infecção e a bota de unna permitiu o retorno venoso.Os produtos mostraram-se eficientes, cobertura composta por fios de nylon recobertos por 100% de prata metálica controlou os sinais de infecção e a bota de unna permitiu o retorno venoso.

Tratamento de úlcera venosa com cobertura de fios de nylon impregnados com prata metálica

Introdução
Muitas úlceras persistem por anos devido à falta de assistência especializada ou acesso à tecnologia, causando danos ao paciente, pois afetam significativamente o seu estilo de vida, em decorrência da dor crônica, depressão, perda de auto-estima, isolamento social, inabilidade para o trabalho e, freqüentemente, hospitalizações ou visitas clínicas ambulatoriais(1).
O diagnóstico clínico das úlceras venosas (UV) baseia-se inicialmente na história e no exame físico. A instalação costuma ser lenta, mas em alguns casos pode ser rápida. Os traumatismos nos membros inferiores são importantes fatores desencadeantes. Os pacientes costumam referir presença de varizes, e alguns podem ter história de episódio pregresso de trombose venosa profunda (2). O presente estudo objetiva acompanhar a evolução da cicatrização de UV com cobertura de fios de nylon impregnados com prata metálica e bota de unna.

Material e Método
Trata-se de relato de experiência realizado em ambulatório público de feridas na cidade de Belo Horizonte - MG. O estudo foi realizado após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido pelo paciente. A avaliação e evolução foram realizadas através de exame clínico e registros fotográficos periódicos.

Resultados
GMR, 80, feminino, aposentada, viúva, HAS, procurou o ambulatório de feridas com diagnóstico médico de Insuficiência Venosa Crônica, presença de UV há três anos no Membro Inferior Direito. O tecido caracterizava-se por 70% de esfacelo aderido e 30% de tecido de granulação. A lesão superior ao maléolo apresenta área 13,6cm². A lesão maleolar 8,75cm². Realizado limpeza com soro fisiológico e colocado cobertura de fios de nylon impregnados com prata metálica com o objetivo de controlar os sinais de infecção e bota de Unna para realizar o retorno venoso. 

Discussão
As úlceras venosas são causadas por hipertensão venosa; portanto, algumas medidas devem ser tomadas para diminuir a hipertensão e sua repercussão na macrocirculação e microcirculação. A terapia compressiva é fundamental para se alcançar esse objetivo, pois age na macrocirculação, aumentando o retorno venoso profundo, diminuindo o refluxo patológico durante a deambulação e aumentando o volume de ejeção durante a ativação dos músculos da panturrilha(3).   Além de se estabelecer o retorno venoso, é importante reconhecer e tratar as complicações das úlceras crônicas, como  infecções(1). Com a proposta de minimizar a colonização bacteriana ou controlar o processo infeccioso, diversas coberturas para uso em úlceras venosas são impregnadas com prata.

Conclusões
Houve completa cicatrização da ferida em cinqüenta e um dias. A associação de produtos mostrou-se eficiente, cobertura de fios de nylon impregnados com prata metálica controlou os sinais de infecção e a bota de unna permitiu o retorno venoso.

Dica de Saúde | Tabagismo também interfere no processo de cicatrização

No tratamento de lesões é importante uma abordagem holística por parte do profissional. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. O profissional de enfermagem não consegue resolver todos os problemas, mas pode orientar com o objetivo de evitá-los ou minimizá-los.

 

O Tabagismo é um dos fatores extrínsecos que retardam o processo de cicatrização. A nicotina é um vasoconstrictor, que pode levar à isquemia tissular, sendo também responsável por uma diminuição de fibroblastos e macrófagos. O monóxido de carbono diminui o transporte e o metabolismo do oxigênio, existe uma deficiência de várias vitaminas, entre elas Vitamina B1, B6, B12 e C. A redução do Colágeno tipo 1 também pode ocorrer.

Em uma revisão da literatura feita sobre os efeitos dos cigarros na cicatrização de feridas, encontrou-se que a nicotina afeta a atividade dos macrófagos e reduz a epitelizacão e a contração da ferida.

Esta havendo um aumento das evidências relacionadas à ação dos componentes do cigarro associados com a cicatrização deficiente e o aumento das complicações. Clinicamente observa-se cicatrização mais lenta em fumantes.

A enfermagem pode desempenhar um papel importante, tanto na educação dos pacientes quanto aos prejuízos do fumo na cicatrização da ferida, quanto no seu encorajamento para se abster ou até parar de fumar durante o período do tratamento e após a cicatrização da mesma.

 Extraído de: Dealey, C. Cuidando de feridas – Um guia prático para enfermeiras. São Paulo: Atheneu Editora, 3ed, 2008.