Tratamento
Profissionais da Saúde
- Rapidez na cicatrização
-
A rapidez com que uma ferida cicatriza depende de uma série de fatores gerais como idade, estado clínico, nutricional, patologias manifestadas, medicamentos, entre outros.
Quando focamos a relação ferida x paciente x profissional de saúde alguns pontos devem ser destacados:
- A rapidez na cicatrização é sinônimo de melhor qualidade de vida para o paciente e seus familiares;
- Acelerando a cicatrização da ferida os custos de tratamento bem como o tempo dispendido por profissionais de saúde em procedimentos será menor;
- A cicatrização de uma ferida crônica permite a reinclusão social do paciente, que em muitos casos fica isolado do convívio social quando é portador de feridas crônicas.
Os fatores técnicos preconizados para acelerar o processo cicatricial são:
- Manutenção da lesão hidratada
- Conservação da temperatura corpórea no leito da ferida
- Controle da infecção e do exsudato
- Permissão de trocas gasosas entre a ferida e o ambiente
- Presença de barreira isolando a ferida do meio externo
- Não aderência do curativo ao leito da lesão
- Baixo custo do tratamento
Os produto da linha Curatec foram desenvolvidos especialmente para atender a estes requisitos técnicos proporcionando ao paciente uma cicatrização mais rápida, segura e confortável quando comparados aos tratamentos convencionais disponíveis.
Clique aqui e conheça a linha de tratamento de feridas Curatec.
- Assistindo a ferida
-
Para a perfeita avaliação de uma ferida é necessário aliar a experiência do profissional ao seu conhecimento prático. Os profissionais da área de saúde especialistas em feridas são conhecidos como estomoterapeutas.
Durante a avaliação inicial e monitoramento do progresso da ferida, o profissional deve ater-se aos seguintes fatores:
- Causa e etiologia
- Características
- Localização
- Tamanho (comprimento x largura x profundidade)
- Coloração do leito da lesão (preto, amarelo, vermelho ou róseo)
- Nível de exsudato (ausente, baixo, médio e alto)
- Tipo de exsudato (purulento, seroso, seropurulento, hemopurulento)
- Odor (ausente/presente)
- Dor (contínua/intermitente)
- Condições das bordas (hidratada, macerada, seca)
- Condições da pele ao redor (edemasiada, macerada, eritema, celulite, eczema, seca, frágil, saudável)
- Sinais clínicos de colonização/infecção
Com essas informações o profissional de saúde poderá selecionar o tratamento adequado para cada tipo de lesão, bem como acompanhar a evolução da mesma a cada troca de curativo.
- Preparação da ferida
-
Para uma efetiva cicatrização da ferida é necessário que a mesma seja “preparada” antes de receber um curativo ou cobertura.
A otimização do processo de cicatrização está intimamente ligada a fatores como manutenção do meio úmido, possibilidade de trocas gasosas, ausência de infecção, controle da exsudação e manutenção da temperatura no leito da lesão.
Antes da ferida receber qualquer tipo de curativo deve-se avaliar o leito da lesão quanto à presença de tecidos desvitalizados (esfacelo e necrose), o nível de exsudato e a presença de colonização/infecção.
No caso de presença de tecidos desvitalizados deve ser realizado um desbridamento autolítico ou mecânico para remoção destes tecidos.
Na ocorrência de excesso de exsudato o mesmo deve ser removido com auxílio de uma gaze estéril. O excesso de exsudato causa maceração nas bordas da lesão que acarreta atraso no processo cicatricial.
Quando falamos do tratamento de lesões infectadas deve-se tratar a infecção e a ferida, pois a infecção retarda o processo de cicatrização além de potencializar riscos à saúde do paciente. O tratamento de uma ferida infectada pode ser local ou sistêmico. O desbridamento é o tratamento local mais importante porque remove o tecido necrosado (o tecido necrosado é uma fonte de nutrientes para os microorganismos) e as demais substâncias estranhas. O desbridamento ainda consegue alterar o status de uma ferida de crônica para aguda, pois estimula novamente o processo inflamatório e conseqüentemente a cicatrização.
Para auxiliar na limpeza da lesão bem como umedecer o leito da ferida durante as trocas de curativos, pode-se utilizar solução fisiológica (NaCl 0,9%) estéril, preferencialmente na temperatura corpórea (37° C).
- Segurança
-
Os chamados curativos de terceira geração vêm sendo usados há anos nos países desenvolvidos, existindo portanto vasta literatura reconhecida internacionalmente para comprovação da segurança e eficácia destes produtos.
No entanto, para assegurarmos um uso racional e seguro dos produtos Curatec recomendamos atenção especial à alguns pontos no decorrer de um tratamento de ferida.
O profissional de saúde deve sempre investigar a presença de infecção na ferida, pois alguns produtos não são recomendados à feridas infectadas.
No caso de úlceras de perna deve haver cuidado especial com as úlceras arteriais. Alguns produtos são contra-indicados para seu tratamento.
No caso de ocorrência de alergia durante o uso do produto suspenda o tratamento. A causa da alergia deve ser investigada, pois em muitas vezes não está relacionada ao curativo e sim a tratamentos tópicos ou sistêmicos com medicamentos.
Não use produtos contendo soluções anti-sépticas. Os mesmos são contra-indicados no tratamento de feridas e retardam o processo cicatricial.
Entenda mais sobre ocorrências de alergias.
Para maiores esclarecimentos entre em contato com nosso SAC, pelo tel. (12) 3202-1300 ou clique aqui para nos enviar uma mensagem.
Pacientes
- Qualidade de vida
-
Hoje a Organização Mundial de Saúde define que saúde é o estado de completo bem estar físico, mental e social.
Os pacientes portadores de feridas crônicas normalmente são idosos que devido a diversos fatores possuem dificuldade em cicatrizar suas lesões.
A presença de uma ferida pode afetar não só o paciente como também seus familiares. Dependendo do tipo da lesão o paciente fica restrito nos movimentos, requer cuidados constantes de profissinais especializados e em alguns casos, como feridas infectadas, devido ao mau cheiro proveniente destas, o paciente fica até mesmo retraído do convívio social. Estas feridas ainda podem ser doloridas, causar mal-estar ao paciente (muitas vezes ocorre crise de vômitos devido ao mau cheiro) sendo que em muitas ocasiões requerem trocas constantes de curativos devido ao grau de exsudação.
Essa limitação à qual o paciente fica exposto prejudica não só seu aspecto físico bem como o mental e social, criando dessa forma um círculo vicioso que o privará cada vez mais em manter bons padrões de qualidade de vida.
Um tratamento holístico, incluindo o envolvimento de familiares é necessário para romper este círculo vicioso que impede a cicatrização da ferida e prejudica o bem-estar geral do paciente.
- Assistindo o paciente
-
O retardo na cicatrização de uma ferida priva em muitos casos o paciente de executar suas atividades normais. No tratamento de feridas deve-se adotar uma visão holística do paciente considerando:
- Tomar conhecimento da história social, ocupacional e de lazer do paciente;
- É fumante, alcoólico?
- Possui alguma limitação de movimentos?
- É obeso?
- Possui diabetes?
- Há algum trauma?
- Qual é sua história médica?
- Tem a imunidade comprometida?
- Possui problemas fisiológicos?
- Possui doenças nas veias ou artérias?
- Utiliza medicações?
Somente após avaliação de todos estes fatores (quadro clínico geral) é que o profissional de saúde poderá orientar o paciente quanto ao melhor tratamento para lesão.
- Iniciando a cicatrização
-
Para compreender o processo cicatricial o paciente deve familiarizar-se com algumas definições relacionadas a ferida, como:
- Necrose: trata-se de tecido desvitalizado (morto). Possui coloração preta. A presença deste tipo de tecido na lesão retarda a cicatrização.
- Esfacelo: tecido morto com coloração amarelada. Também retarda o processo cicatricial.
- Granulação: tecido vivo de coloração avermelhada, indica que a ferida começará a cicatrizar-se.
- Epitelização: tecido vivo de coloração rósea.
De maneira geral, durante o tratamento as feridas evoluem de estados de necrose para tecidos de epitelização. O sucesso desse processo depende sobretudo do tipo de tratamento e dos fatores extrínsecos, comentados anteriormente, que afetam o paciente.
Saiba mais como tratar feridas em nossa área sobre feridas.
- Entenda as causas de ocorrência de alergias durante o uso do curativo
-
Os produtos Curatec foram cuidadosamente formulados e clinicamente testados para nos assegurarmos de sua eficácia e segurança.
Sabemos que o desenvolvimento de alergias obedece primeiramente a uma condição pessoal e, nesse caso, tanto produtos Curatec como qualquer outra marca pode vir a converter-se em fator alérgico. Sabemos que algumas pessoas já estão pré-dispostas a desenvolver sensibilidade alérgica a um produto ou alimento em algum momento de sua vida.
Mas ressaltamos que essa situação não está relacionada às características ou qualidade dos produtos, e sim a uma condição particular de cada organismo. É o que ocorre por exemplo com pessoas alérgicas ao chocolate, camarão, roupas de lã, etc. Existem muitos outros fatores como por exemplo, o uso de medicamentos, tecidos sintéticos, produtos cosméticos, excesso de calor, que podem ocasionar diferentes reações na pele dos indivíduos. Essas reações muitas vezes são confundidas com sensibilidades, mas na realidade podem ser apenas uma irritação, uma brotoeja ou mesmo uma assadura.
Não se sabe por que algumas pessoas chegam a desenvolver esta pré-disposição diante de determinados fatores. Por outro lado, o tipo de alergia e os sintomas podem ser tão variados que algumas pessoas somente conseguem descobrir após a realização de diversos exames e com o diagnóstico de um especialista. Se você acha que o curativo está provocando uma reação alérgica, recomendamos que consulte imediatamente seu médico ou um especialista que poderá identificar com precisão o problema e sua origem.
A mudança na marca do curativo pode provocar alergia?
Para alguns curativos isso é praticamente impossível. Se um paciente é alérgico ao alginato, carvão, conservantes ou hidrocolóides ele será alérgico a estas substâncias e não a determinadas marcas de produto, pois os materiais com que são fabricados os curativos são muito similares. As alergias não são uma reação contra determinada marca, mas sim contra determinados materiais. Portanto, nossa orientação no caso de ocorrência de alguma alergia, é procurar auxílio médico para descobrir qual é a substância alergênica que pode ter causado a alergia. Salientamos que muitas vezes a mesma substância conservante pode estar presente em curativos, cosméticos ou alimentos. Dessa forma é fundamental a identificação da causa da alergia.
Como diagnosticar a dermatite de contato?
A única forma de se diagnosticar a dermatite de contato é o Teste de Contato.
O teste consiste na aplicação de pequenas quantidades de substâncias para teste de contato, recomendadas pelo Grupo Brasileiro de Estudo em Dermatite de Contato (GBEDC) da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e outras complementares, que o médico achar necessário.
A aplicação é feita com fitas adesivas contendo as substâncias, que são aderidas às costas do paciente. Essa fita fica aderida à pele por 48 horas e não pode ser molhada nem removida. Ao fim desse período o médico retira as fitas e procede duas leituras, uma no mesmo dia da retirada e outra 48 horas mais tarde, ou seja, 96 horas desde o início do teste. A leitura é a verificação do aparecimento de reações no local do teste, como inchaço, vermelhidão e pequenas bolhas, relacionadas às diferentes substâncias.

